quarta-feira, novembro 30, 2005

Tanta fama, e afinal…

1. Se Coimbra quer ser uma cidade moderna não pode dormitar ou entregar-se à veneração do poder. Em democracia, a ingerência nos assuntos públicos é um dever de cidadania e uma obrigação. Não há cidades com sentido do futuro, sem um profundo e vigoroso debate público. Não há desejo lúcido que resista, quando a resignação se sobrepõe à intervenção cívica e a subserviência sobreleva a liberdade de expressão das convicções. Esta não pode ser a cidade dos que decidiram ficar calados perante os que a querem calada.
Houve um tempo em que a simples existência da Universidade garantia a nossa afirmação de poder e grandeza, mas este é o momento de hierarquizar novas prioridades políticas. Houve um tempo para o recato de negociação nos gabinetes, mas este é o momento de levantar a voz e ser frontal. É preciso alguém que se indigne, neste país engalanado de novo-riquismo, mas que afinal está velho e nunca deixou de ser pobre.
2. Coimbra habituou-se a considerar inultrapassáveis os seus fracassos e a não reagir à inércia rotineira. Andou anos a olhar para o umbigo da sua cidade-museu e a esquecer o ar novo que se respira. Sem chama ou ambição, desperdiçou oportunidades. Sobrava-lhe miserabilismo e transcendia-se na culpabilização.
É necessário tempo para debelar o conformismo e voltar a dar largas à liberdade que inquieta, mas alavanca o progresso. Não é necessário mudar-lhe a identidade, porque esta está bem vincada e nos orgulha, mas é fundamental uma nova forma da cidade se encarar, abandonando a ideia fatalista que foi construindo de si própria. Coimbra pode recorrer ao seu código genético onde subsistem muitas das suas melhores energias. O seu espírito crítico, a propensão para o diálogo e a capacidade de recusar horizontes limitados aos seus desígnios.
3. Coimbra deve recuperar os palcos por onde já andou, promovendo a discussão e afirmando a sua tolerância, mas desenvolvendo a exigência de quem sabe fazer bem, que mobilize o conhecimento e o empreendorismo, que não despreze o talento e a criatividade.
Uma Coimbra que não espere por decretos para agir, por visitas governamentais para exigir, por crises para reagir. Afirmativa e autêntica, mas com uma ética própria, sem medo da polémica e que volte a abraçar as causas que parecem impossíveis. Que não cede a maneirismos ou modas e não troca a sinceridade ou a verdade por honrarias. Uma Coimbra persistente, resistente e viva. Quanto mais não seja, porque a cidade não aguenta mais sacrifícios, nem a sua gente suporta mais disparates.
4. Coimbra não terá forças nem condições para se reafirmar se tiver uma “lisbofobia”, pela dificuldade em tolerar os tiques da capital, ou uma “portofobia”, pelo nojo que lhe provocam os discursos de reis e vice-reis do Norte. Até porque são guerras inúteis.
Mas nesta época mediática em que a superficialidade a todos seduz, compete-nos enobrecer a política, fazendo dela um exercício de coerência e seriedade. (O perigo é a demagogia, que se apropria com facilidade das grandes causas, por simplificação dos argumentos.)
Temos projectos vitais e consensuais que cheguem para nos mobilizar enquanto cidade, sem transigências, nem complacências: o Metro, o Hospital Pediátrico, a Estação Velha, a Penitenciária, o Palácio da Justiça, a luta pela qualidade de vida e contra a co-incineração.
5. Coimbra deve assumir, com entusiasmo, a sua responsabilidade natural na região. E fazer um apelo à inteligência para congregar e unir o que está dividido e nunca mais para viver isolada, com a convicção de ser única.
Uma Coimbra obstinada em abrir caminho, que lidere o debate político e que ouse ser a voz do resto do país, dando-se ao respeito. E que inverta a nociva concentração de competências na capital, que transforma Lisboa numa ridícula cidade-estado.
É fundamental que a Coimbra profunda, que se esconde na indiferença, acorde também para as nobres causas nacionais. Foi sempre assim nesta terra, cidade onde a irreverência exercita a liberdade, marcada por memórias, cantos, ecos de lutas e desafios novos.
E não se entenda o que digo como o desejo de uma geração ávida de afirmação, mas tão só para que nunca mais um Sr. Adalberto desabafe, a um jovem como Adolfo Rocha, a sua desilusão ao desembarcar na celebrada Lusa-Atenas: “Tanta fama, e afinal…”.

Maló de Abreu
Artigo publicado ontem no Diário de Coimbra

O PROVEDOR DO ELEITOR


(CONVITE PARA O JANTAR COM O PROF. CAVACO SILVA)

Os convites agradecem-se...


(CONVENTO DO DESAGRAVO - VINHO SERVIDO NO JANTAR)

O vinho não era mau...

terça-feira, novembro 29, 2005

HOMENAGEM A D. GALEÃO



Que desde o dia 9 de Outubro se tem dedicado à jardinagem - e não só - e não nos tem feito companhia ...
155.555

O PROVEDOR DO ELEITOR


(BAIRRO DAS FLORES - SANTA CLARA)

A queda do cartaz dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento de Coimbra só tem a ver com o fim destes Serviços e a sua passagem para as Águas de Coimbra - A.C.?
Ou haverá mais quedas pré-anunciadas?
E já agora, retiram a inutilidade ou, para melhor visualização da informação, cortam as ervas daninhas...

(Só é pena que este post não possa ser lido nas A.C., pois o conselho de administração resolveu cortar, pela 2ª vez, o acesso ao blogspot. Vá lá saber-se porquê?!...)

segunda-feira, novembro 28, 2005

P'ro ano é o outro Ronaldo... O nosso!

O PROVEDOR DO ELEITOR


(PONTE DE SANTA CLARA - COIMBRA)

As indicações observadas na Ponte de Santa Clara são: Coimbra (centro) e V.N. Poiares. A isto chama-se não brincar em serviço! Qual mais pequeno concelho do país, qual quê !?...

E o Pirata Sou Eu?

DE GUTENBERG A PIMPINHA
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto - Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo - não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg - mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuirem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg. E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se - como o nome indica - de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas - como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board". Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada contra - isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha. Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que ela escreve:
"Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito. Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez - acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim - se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox! Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais. Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos, "apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim - e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade". Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna - o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade - e ainda ficava com 9 mil 998. O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor".
Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são - como a colunista diz umas linhas acima - gente feia como nunca se viu.
Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada". Calma - esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino, numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha não são assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida. Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim - nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de mercadorias ilegais - e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"
DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada.
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes - já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo: "Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos, 'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas.
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial.
Texto de Nuno Markl

Milhares com Cavaco

Sucessivos banhos de multidão, na passagem pelas estradas do Minho e nas ruas de Braga, incentivaram ontem Cavaco Silva a apelar à adesão de todos os portugueses, “em consciência e independentemente da cor partidária”, e a apoiar o seu projecto para o País, com o objectivo de “ajudar a criar um novo clima de confiança e construir um futuro melhor para os jovens”.
(...)
Depois de uma visita às instalações da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, almoçou com 1600 pessoas em Cervães, Vila Verde. Pelo caminho, foi obrigado a parar várias vezes na Estrada Nacional, nomeadamente em Amares, onde foi saudado por centenas de apoiantes.
Na cidade de Braga, Cavaco cumpriu um longo percurso pedonal, onde foi constantemente saudado pelos apoiantes, que gritavam ‘Cavaco à primeira’, ‘Presidente só há um ’, ‘Vai em frente, tens aqui a tua gente’.
(in "Correio da Manhã")

domingo, novembro 27, 2005

Já encontraram...

...os 11 milhões?

OPERAÇÃO "ESPIOLHAR O PIOLHO" - TAKE 6.


( VISÃO NÃO PORMENORIZADA DO "LIVRO DE CALOTES" DO PIOLHO DA SOLUM
- 21.00 horas do 6º dia da operação especial )

Esperamos que não cheguem aos 11 milhões de euros... porque senão, ADEUS PIOLHO! E nós queremo-vos bem...
Precisam que se faça alguma colecta aqui no Porta-aviões para ajudar a causa piolhense?

OPERAÇÃO "ESPIOLHAR O PIOLHO" - TAKE 5.


( DETALHE PARCIAL DO QUE FALTAVA DAR À ESTAMPA DO WC PIOLHENSE
- 23.00 hora do 5º dia da operação especial )

sábado, novembro 26, 2005

Está explicada...


... a razão das fracas notas a Matemática!

A RÁDIO amiga do PATETAeHOUSE


Já nem as criancinhas escapam à tentativa desesperada de encontrar os 11 milhões de Euros de passivo do futebol?

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL



Meu caro F.P.
Apesar deste seu pedido de ajuda ter sido endereçado à Revista Maria, cá estamos nós, com especial agrado, a responder-lhe: não desespere! Nem sinta remorsos, porque a relacção com galinhas tem um longo e repetido percurso histórico...

sexta-feira, novembro 25, 2005

OPERAÇÃO "ESPIOLHAR O PIOLHO" - TAKE 4.


( DETALHE DA VISTA SUPERIOR DE ALGUMAS DAS OBRAS DE ARTE EXPOSTAS
- 16.00 hora do 4º dia da operação especial )

NOTAS SUBTRAIDAS DO RELATÓRIO CONFIDENCIAL:
1. Foi impossível identificar o ultimo utilizador e que se esqueceu de levantar a tampa, bem como de fazer a descarga.
2. É perfeitamente visivel uma mancha de côr amarelo-acastanhada no suporte dos rolos de papel e que se revela compatível com um ligeiro enferrujamento da estrutura.
3. O tipo de papel apresenta-se de fraca qualidade em virtude de não rasgar pelo picotado.
4. Aconselha-se que utilizando os serviços de contra-espionagem e desinformação se incentive a aquisição de papel preto da renova.
5. A excessiva quantidade de papel no cesto pode permitir aos Fiscais das Finanças controlar o número médio de utilizadores do Piolho a quem não foi passada factura.

OPERAÇÃO "ESPIOLHAR O PIOLHO" - TAKE 3.


( DETALHE DA VISTA SUPERIOR DO URINOL
- 01.00 hora do 3º dia da operação especial )

NOTAS RELEVANTES DO RELATÓRIO ULTRA-SECRETO:
1. É notável a limpeza (interna e externa) do dito cujo.
2. É impressionante a brancura da peça e a perfeição dos orifícios.
3. Resta a dúvida: sete (orifícios) será o número de colaboradores do Piolho da Solum?
4. Fica a certeza: é preciso muito treino de pontaria para acertar simultaneamente nos 7 alvos!

Faz hoje 31 anos...

Em Portugal, forças democráticas impedem uma revolução de extrema-esquerda, impondo a democracia como rumo para o país, e terminando o PREC.

OPERAÇÃO "ESPIOLHAR O PIOLHO" - TAKE 2.


( VISTA GERAL DAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS e afins ...
- 22 horas do 2º dia da operação especial )

E O PIRATA SOU EU?

O fim anunciado dos MANICÓMIOS não significa o términus da LOUCURA. De quem lá vive e de quem deles vive. Às vezes à GRANDE e à PORTUGUESA!
NOTA: Fazendo fé no folheto que circula "Diz-se por aí ... É MESMO DE DOIDOS!!!"