segunda-feira, abril 11, 2005

O Caderno de encargos

Marques Mendes é o novo líder do PSD. E tem um difícil caderno de encargos, sob pena de não passar de um homem de transição. Como aliás muitos esperam e alguns espreitam. A saber:

1. Credibilizar o PSD - Mantendo uma linha de rumo, coerente e firme. Um partido unido no parlamento e fora dele, falando a uma só voz. Identificado com os interesses de Portugal e disposto a servir os portugueses. Um partido de valores, interclassista, popular, democrático e reformista. Fiel ao seu ideário e à sua filiação humanista e personalista.
2. Fazer oposição ao governo socialista - Obrigando o PS a governar e tomando a iniciativa política. O PSD deve ter a sua própria agenda e não ir a reboque dos interesses imediatos do PS. Apresentando propostas próprias e não esperando pelas dos outros, para depois criticar por criticar;
3. Ganhar a confiança dos Portugueses - É indispensável criar no País até Outubro, um clima político favorável para puder enfrentar e ganhar os combates que se avizinham. As autárquicas e as presidenciais ganham-se com bons candidatos, mas perdem-se se não houver um ambiente político nacional favorável ao PSD e contrário ao PS;
4. Vencer as eleições autárquicas - O PSD é de longe o maior partdo autárquico e dificilmente suportaría mais uma derrota, sem que o líder sofra as consequências. Este é o maior teste de fogo e que pode levar tudo a perder se os resultados não forem favoráveis. É fundamental escolher os melhores candidatos e é importante ter um projecto autárquico. Cada autarquia tem a sua especificidade própria, mas um partido só faz sentido se tiver um conjunto de causas nacionais e locais pelas quais todos se batem;
5. Vencer as eleições presidenciais - Cavaco Silva é o candidato natural do PSD e o único ganhador. Esta oportunidade única de ter um candidato do espaço político do PSD tem que ser gerida com cuidado. O PSD deve evitar pôr-se em bicos dos pés, sob pena de deitar tudo a perder a favor da esquerda unida;
6. Preparar a renovação do PSD - Alterando as regras do jogo interno dentro do partido. Um partido de bases inter-classistas e não de quadros políticos profissionais. Enfrentando os inúmeros caciques locais que transformaram estruturas em quintas suas, feudos de famílias e grupos fechados. E fundamentalmente abrindo o PSD à sociedade, preocupando-se com os seus problemas e desafios;
7. Ganhar o Congresso de Março de 2005 - Impondo aí novas regras estatutárias e promovendo a mais ampla discussão sobre o programa do partido. Avançar para as directas e escolher os que entende como melhores para o ajudarem a dirigir o partido, sem ter que negociar com os habituais grupos internos. Estarão então criadas as condições para enfrentar Sócrates no tempo próprio e ser primeiro-ministro de Portugal.

(Maló de Abreu)

5 comentários:

Anónimo disse...

O PSD deve deixar de ser uma cópia do PS: um partido de interesses (muitos dos quais algo obscuros) a caminho de se tornar numa seita.
O PSD deve retomar o caminho ideológico, combatendo a ideia que PSD e PS são a mesma coisa, apenas variando as "moscas".
O PSD deve deixar de ser um partido em que até os militantes sorriem quando lêem um título de jornal como este: "Dias Loureiro: O PSD não é uma empresa".
O PSD deve ter a força dos trabalhadores nos TSD e a força dos jovens na JSD.
O PSD deve colocar "en su sitio" os militantes-tachistas-políticos profissionais, que ainda têm a desvergonha de afirmar publicamente que o PSD não é um partido de "jobs for the boys", sem que ninguém tenha a coragem de lhes rir na própria cara.
Enfim, aguarda-se a refundação do PSD.

Anónimo disse...

PARA QUE LUGAR FOI ELEITO O REPRESENTANTE DO DR ABREU?

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